>>18282>Isso é algo que sempre foi uma questão discutida aquiDe fato, por isso que eu prefiro estar aqui do que em outros lugares.
>mas o que fazer?Essa resposta eu não tenho, tenho apenas a certeza de que é importante estar ciente dessa realidade. O capitalismo 'permite' que sejamos revolucionários e revoltados apenas porque ele vê isso como uma situação previsível e sob controle. Considerando isso, então a solução envolve alguma forma de 'surpreender' a burguesia. Que forma seria essa é a resposta que eu não tenho, só sei que precisamos de uma mobilização popular como pré-requisito.
>Somos tão poucos (e caindo)Aqui, especificamente nesse site, somos uma minoria insignificante. Mas ainda somos parte da esquerda como um todo, então não devemos pensar em aqui como uma ilha distante, mas como apenas mais um ponto de encontro num movimento maior.
>>18286"O que é um Youtuber e qual é a sua função?", isso é um assunto legal a se analisar.
O Youtuber nada mais é do que um 'criador de mídia' terceirizado do Google. Pedir por likes, competir na economia de atenção, manter engajamento, crescer canal, tudo isso é apenas um requisito para continuar no ramo. Tudo da mesma forma que o Uber e o entregador de Ifood precisam das 5 estrelinhas de avaliação para não perder o emprego. Então é apenas uma necessidade do sub-emprego, vazia de significado. A alternativa é não mendigar likes, não ganhar dinheiro com o canal, e apenas criar vídeos como 'trabalho voluntário'. Pra quem se dispõe, ótimo, mas a maioria quer ter dinheiro (produção de vídeos não é fácil).
No caso dos 'canais de esquerda', no simples fato de trabalharem pro Google enquanto falam já existe uma contradição óbvia. Mas a Google detém o monopólio de mídia, então é o que resta.
Um Youtuber também jamais seria um líder de revolução, isso é óbvio. Até um jornalista pode ser mais relevante que um Youtuber. Mas, ainda assim, apenas por falar sobre determinados assuntos, apenas por divulgar argumentos para um público, eu creio que isso também é uma contribuição para a esquerda, mesmo que seja uma contribuição pequena. Da mesma forma que cada conversa revoltada, cada meme anti-burguês, cada arte de gatinha comunista, cada música que condene o capitalismo, cada 'react' do Thiago Santinelli rindo da cara do Paulo Kogos também é uma pequena contribuição.
>Essa galera não é tão inteligente e entendida quanto eles gostam de projetar, mas tudo bem porque o campo comunista brasileiro foi liquidado 50 anos atrás e as pessoas que tinham a capacidade e integridade pra denunciar isso foram desaparecidas ou largaram o movimento de lado.Bem, sim, é isso mesmo… O que sobra. Até que o movimento comunista se reconstrua.
>Eu concedo que eu posso estar errado e seja de fato o cenário 1Relaxa, definitivamente não é o cenário 1. O meu ponto é que não é e nem precisa ser. Vídeos são apenas uma ínfima parte dos múltiplos fatores que promovem a conscientização popular, e está tudo bem.