>>18147Como uma pessoa que não é autista, te digo que esses autistas "nível de suporte 1" são tão qualitativamente distintos de pessoas neurotípicas quanto de autistas que "berram e cagam nas calças". Apesar de não mostrarem deficiências intelectuais óbvias e conseguirem navegar pela vida, essas pessoas apresentam prejuízos de cominicação óbvios, comportamentos sutilmente estranhos, rigidez cognitiva, ecolalia, e ocasionalmente surtos temperamentais. Também te digo que não vejo tanta correlação em idade do diagnóstico e o quão autista a pessoa é, vejo que isso tem mais a ver com o quão atenciosos são os pais daquela pessoa para questões assim. Já conheci autistas altamente funcionais que foram diagnosticadas antes da adolescência, e autistas com necessidade de suporte que só foram ter diagnóstico lá pros vinte e tantos anos de idade.
Esse artigo de opinião da Uta Frith é também sem embasamento científico algum, parece algo muito particular à opinião pessoal dela. Mas há um grão de verdade em dizer que não faz muito sentido usar o mesmo diagnóstico para grupos tão distintos de pessoas, isso é de fato má prática.
Eu não vi os outros dois links, mas também quero te lembrar que sempre existe alguns pesquisadores fora da unanimidade que podem estar certos ou errados e que buscam refúgio em artigos de opinião e peças jornalísticas quando não conseguem publicar suas hipóteses, seja por rigor científico pobre ou por algum viés do status quo. Um semestre em qualquer universidade conceituada lhe mostrará que até pós-doutores de prestígio são humanos falhos e idiotas em muitos sentidos. Eu tomaria isso com uma enorme pedra de sal se fosse você.