>>17940Quem disse que isso é GPP ? O caminho de cercar as cidades não é uma lei universal da GPP. Este é o caminho na maioria das nações oprimidas do mundo. O Partido Comunista do Peru definiu a Guerra Popular no Peru como uma Guerra Popular Unificada, onde as áreas urbanas cumprem um grande papel desde o início da Guerra Popular, mais do que na China. E outros têm sido claros ao dizer que a Guerra Popular não será uma guerra rural camponesa nos países imperialistas.
>mas sua contribuição teórica é pobreBem, ai é uma opinião sua, mas ele é muito lido e reconhecido em qualquer meio, até os mais academicista, seu ensaio sobre a contradição foi bem recebido, por Althusser, Zizek, Pedro Pomar e outros.
Althusser em Pour Marx:
"(…) Lênin nos deixou nos seus Cadernos algumas frases que são o esboço de uma “Dialética”. Essas notas, desenvolveu-as Mao Tse-Tung em plena luta política contra os desvios dogmáticos do partido chinês em 1937, em um texto importante Sobre a Contradição. Eu gostaria de mostrar como podemos encontrar nesses textos – numa forma já muito elaborada, e que basta desenvolver, referir ao seu fundamento, mas sempre refletir – a resposta teórica à nossa questão: qual é a especificidade da dialética marxista? (…)
(…) A dialética “é o estudo da contradição na essência das coisas”, ou o que é o mesmo, “a teoria da identidade dos contrários”. Por aí diz Lênin, “apanharemos o nódulo da dialética, mas isso exige explicações e desenvolvimentos”. Mao cita esses textos, e passa “às explicações e desenvolvimentos”, isto é, ao conteúdo desse “nódulo”, numa palavra, à definição da especificidade da contradição.
Encontramo-nos, aí, bruscamente em face de três conceitos muito importantes. Dois conceitos de distinção: 1) a distinção entre a contradição principal e as contradições secundárias; 2) a distinção entre o aspecto principal e o aspecto secundário da contradição. Afinal um terceiro conceito: 3) o desenvolvimento desigual da contradição. Dão-nos esses conceitos na forma do “é assim”. Dizem-nos que são essenciais à dialética marxista, porque são o específico dela. Nós é que devemos procurar a razão teórica profunda dessas afirmações.
É bastante considerar a primeira distinção para ver que ela supõe imediatamente a existência de várias contradições (sem o que não poderíamos opor a pri
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