O que aconteceu com os grupos que protegem a laicidade do governo?
Faz anos que já não ouso mais falar da Atea, do monstro de spaghetti voador.
Parece que não existem mais enquanto se prolifera esses OFF THE KING OFF THE PAWA mini pastores.
A secularição do país que parecía está indo a mil por hora a 15 anos atrás desapareceu por completo.
14 posts and 3 image replies omitted.>>11247Por que apagaram os effortposts do cara?
>>11307Eu não defendo um Estado Ateu (muito menos um confessional), mas acho o Estado Laico uma merda também. Em tese as leis impedem uma religião de destruir a outra através da construção de uma cultura de tolerância ecumênica, mas as deixa livres para ao invés disso predarem seus fiéis.
>ah, mas os indivíduos são livres para se converterem ou saírem das religiões, então é questão de exercerem sua liberdade individual na letra da lei é assim, mas na prática as estruturas que organizam nossas relações em sociedade fazem com que a realidade cotidiana não seja necessariamente tão livre assim. E o Estado Laico lava as mãos diante da realidade.
>>11307Estado laico é um câncer
Brasil só terá paz quando o último padre for enforcado com as tripas do último pastor
As dinâmicas combinadas do mercado capitalista e do Estado Laico criam uma opinião pública complacente que desencoraja críticas radicais e sinceras das religiões. As igrejas podem inscrever em suas doutrinas todo tipo de absurdo enquanto são elas mesmas protegidas por esta cordialidade hipócrita estabelecida pelas sociedades laicas. Também são geralmente bem melhor organizadas e financiadas que os indivíduos que venham a ser prejudicados por elas.
Quando tu vai pra questão das famílias é ainda pior, porque os pais tem domínio sobre seus filhos. Se teus pais forem de um credo exclusivista, autoritário, você não terá concretamente a liberdade para exercer os direitos que são supostamente assegurados pela democracia laica. Aí qual seria a solução pra este estado de coisas? Não sei, porque tirar a criançada dos pais para se desenvolverem numa creche gigante como a da República do Platão me soa distópico. Mas não deixa de ser uma merda.
É comum que ateus criados em lares religiosos passem por uma fase de revolta contra a religião. Sei disso por experiência própria. Se sentem traídos por terem sido educados na religião, passam a considerar a religião um mal que “envenena tudo” (como colocou em um subtítulo de livro o jornalista britânico Christopher Hitchens).
É uma espécie de adolescência espiritual, que pode ou não ser correlacionada com a adolescência literal e vem com a mesma carga de excesso de confiança em si mesmo, uma dose de ingratidão e uma postura de enfrentamento contra quem acredita.
Com a idade e o amadurecimento, os ateus encontram formas mais positivas de viver sua vida sem fé. Abraçam o humanismo secular, se dedicam a estudar a religião de forma desapaixonada, entendem que a religião é um fenômeno universal no ser humano e que um mundo sem religião seria uma utopia. Na verdade, distopia, já que não há garantia nenhuma de que seja um mundo melhor.